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Bem-vindo a nossa sombra!

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Hey você que está sentando pela primeira vez na nossa sombra...  o antigo blog Canto da Mari mudou, e agora é Na sombra do Jacarandá.  Todas as postagens que aqui estão fizeram parte do Canto da Mari e a partir de setembro já estamos operando com o novo blog. Além das mudanças no layout e frequência, a proposta dele também mudou. Agora ele faz parte da estrutura digital do Instituto Jacarandá e é um espaço destinado a oferecer uma porta de diálogo entre a diretora Marielen Ronconi e quem se achega, que já pode chegar chamando de Mari.  E aqui eu já assumo e compartilho uma preocupação e aviso: Se você foi meu paciente, reveja se deve ler isso e continuar aqui. Não por mim, quando me abri a essa possibilidade de escrita e expressão pensei muito sobre isso. Mas por você. Certamente você tem uma imagem construída sobre mim, e talvez queira preserva-la. Não estou dizendo que o que encontrará aqui será melhor ou pior... mas é que as vezes, lemos ou visitamos algo que amamos, e...

Nascemos!

Nascemos! Oficialmente dia 15/08, faz um mês hoje mas seguimos ainda nascendo. Nesse tempo fora do tempo, seguimos nascendo um pouquinho a cada dia. A cada novo encontro, a cada novo entendimento, a cada vez que eu entendo o que ele está precisando e ele a cada vez que se aconchega satisfeito. Cada vez que nosso olhar se encontra, nascemos. Nascemos em olhinhos curiosos, bochechas rosadas, apetite voraz, barulhinhos intermitentes, mãozinhas firmes obstinadas e cheiro de paraíso. Ainda somos um, mas pouco a pouco os olhos dele vão se abrindo para o vasto horizonte que existe para além de mim. E os meus olhos vão se re-acostumando com a paisagem do que parece ser a vida, que muda de tom, de forma e ângulo, de cor, textura e sabor a cada vez que um filho chega. Por fora agora, mãe de três e tudo que eu já era. Por dentro tentando encontrar alguma permanência, para ter um espaço ainda que pequeno de continuar sendo o que um dia fui e que daqui a pouco será o que sou, atualizado. O que eu v...

Sobre relembrar mas também reinventar

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  Um tbt de dezembro de 2023. Eu já estava grávida, mas saberia só 2 dias depois. Fomos pro lago a tarde, porque a ressaca tava braba. Na véspera desse dia tive um date completo com marido.  Ainda no bar celebramos que a tristeza de não ter mais filhos finalmente tinha passado, fazia 1 ano e meio da última tentativa de FIV e estávamos de novo namorando e fazendo planos. Falamos literalmente a frase: “Já que não vamos ter mais filhos, o que vamos fazer agora. Quais nossos novos projetos e sonhos?”… Ele queria (mais uma) bicicleta nova, pensamos numa próxima viagem pra Itália ou Escócia, ou os 2. Eu queria um computador novo, ia viajar pro México com uma turma de mulheres no Dia de lós muertos e estava pensando se no meu niver de 40 anos ia fazer um festão no Brasil ou ia pra Índia. Saindo do bar eu ainda queria beber mais, o que é raro pra mim e já coloco na conta de desejo, porque tive uma vontade louca de caipirinha, que ele fez e tomamos também, pra agravamento da culpa mate...

Era uma vez o alecrim dourado

Todos vocês devem conhecer alguém que parece com o personagem dessa nossa história. Alguém que não quer fazer terapia, não acredita no processo, não valoriza, não estudou o suficiente o tema para saber da importância da psicologia e da saúde mental para nossa qualidade de vida, ou está num processo de tanto adoecimento que mesmo racionalmente entendendo os beneficios, se nega a "tomar o remédio" que precisa. Até aí tudo bem, ninguém precisa gostar de tudo, ninguém tem obrigação de ter informações sobre todos os temas, ninguém precisa valorizar algo que não conhece ou muito menos ainda não fez uso. E fazer gestão da própria saúde é prerrogativa pessoal.  Será mesmo? Mas o que torna o nosso personagem Alecrim Dourado tão especial, é que apesar de tudo isso aí, ele colabora muito com o desenvolvimento da psicologia, porque normalmente para dar conta da convivência com ele, normalmente tá a família toda na terapia, e não só, os colegas de trabalho ou funcionários, os amigos chega...

O que é o janeiro branco pra você?

Vamos lá, ano novo, vida nem tão nova assim. Um gás novo mais placebo do que tudo, e em pleno começo do ano pinta a campanha do janeiro branco, pra chamar atenção sobre o tema de saúde mental. Veja bem, esse não é um texto criticando a campanha, pelo contrário. Eu, particularmente acho importante essas iniciativas para popularizar alguns temas e realmente promover reflexão fora da bolha. Mas dito isso, quando o tema é saúde mental dá uma complicada, inicialmente porque um instituto de psicologia fala sobre isso o ano inteiro então as vezes me pego pensando sobre o que e como falar disso de uma maneira acessível, funcional e não repetitiva Na sequência, porque é preciso de um processo para definir, depois avaliar e por ultimo destacar o que é saúde mental pra cada um, o que torna a coisa especialmente difícil. Pra quem eu falo sobre isso? E não tô falando só de nicho não. Tô falando de contexto, cultura, gênero, condição sócio econômica, nível intelectual, acesso a cuidado e saúde, segu...

Respeite seu suor

 Oi gente, belezinha por aí?  Passando aqui pra compartilhar uma reflexão que me ocorreu hoje. Se você é novo no blog, leia nosso texto fixo pra entender um pouquinho do que rola por aqui. Basicamente eu utilizo o blog pra falar livremente, refletir sobre a vida, o cotidiano e me coloco bastante aqui em primeira pessoa. Se você me conhece ou já leu coisas minhas, pode saber que exercício físico nunca foi meu forte, mas cada vez mais tenho me dedicado a praticar atividade física, primeiramente pela minha saúde mental e física, mas também para envelhecer com qualidade e pra me sentir mais confortável com meu corpo. Nesse processo eu venho experimentando muitas coisas, tentando um pouco de tudo e encontrando muita frustração no caminho. O que funciona aqui é mais a boa e velha caminhada, e a sagrada yoga.  Recentemente, num processo de auto resgatar alguns aspectos de mim mesma, resolvi que queria voltar a andar de patins, na infância andei bastante, era boa nisso e era semp...

Ritmos

Quando perguntada sobre seu ritmo, você sabe o que responder? Você tem ritmo próprio? Se movimenta conectada com suas demandas ou se vê completamente sujeita a determinações externas? Teoricamente todos nós temos ritmos internos e fazemos movimentos e concessões a demandas externas. Temos nosso ritmo cardíaco, de respiração, intestinal. Para as mulheres o ciclo menstrual, que também nos traz um movimento, um ritmo e necessidades contraditórias em momentos diferentes (e as vezes no mesmo momento 😂). Temos os ritmos em paralelo com a natureza, com o sol e a lua na atividade e repouso diário, mas a mesma lua influenciando mares internas e externas, e o mesmo sol numa dança com a Terra nas estações do ano. Tudo isso se relaciona com mais ou menos intensidade a depender da sua capacidade de interagir com seus fluxos e assim ritmo. Então seu ritmo está aí.  Você pode não o ouvir.  O ouvindo pode não aceita-lo O aceitando assim pode não se sentir confortável com ele. E mesmo o ouvin...

É tempo de transição

Chegaram os equinócios. Primavera no Brasil. Outono nos Estados Unidos. É curioso, porque hoje eu já não consigo dizer o que prefiro. Quando chega um, já é mesmo tempo de transição e eu já sinto que estava mesmo esperando por ele. Aqui quando chega a primavera e começa a esquentar, é a renovação da vida, da alegria e do brotar. E agora, após esse verão comprido, estamos esperando os dias mais curtos, o recolhimento, as comidas e bebidas mais quentes, e todas as mudanças que a troca de estação traz. Talvez esse tenha sido o aprendizado mais demorado de morar fora, eu que vim de uma cidade que tem uma semana de inverno, e que costuma marcar quase 40 graus antes ainda de entrar a primavera, estranhava demais esse frio todo, e seja por inocência ou rebeldia, tentava inutilmente seguir apegada aos meus hábitos que não haveriam de mudar "só" por causa da estação. Hoje me percebo namorando cheiros, desejando experimentar certos sabores específicos e me vejo conseguindo ter alguma co...