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Mostrando postagens de novembro, 2021

Sobre o aprender e saber

A poesia e a arte sempre nos inspirando. Manoel de Barros é um dos meus poetas favoritos. Como é importante pra mim, experimentar lugares de não saber. Exercitar o lugar de aprendiz, tem sido uma das coisas mais lindas da minha trajetória de vida. Não serei hipócrita aqui, sei muita coisas, me informo, estudo, corro atrás desde muito cedo e isso repercutiu positivamente na minha vida desde sempre. Mas não se engane, sou movida pelo aprender e não pelo saber. A diferença? O saber é questionado o tempo todo no movimento do aprender, as teorias se sobrepõe. As certezas de ontem são questionadas no hoje e o amanhã vai ser colocado na moldura da nossa compreensão de mundo. Isso te assusta ou alegra? A neurociência segue reforçando que o que nos mantem jovens é não parar de aprender. Uma nova língua, um novo hobbie, um novo oficio, mas também na simplicidade e coisas menores, uma receita nova, um novo sabor, uma música ou ritmo novo. Não tem limites. Você pode me dizer que não tem interesse ...

A ladainha do 20 de novembro e a sofisticação do racismo contemporâneo.

 A ladainha do 20 de novembro e a sofisticação do racismo contemporâneo, é o título mais claro que eu pude pensar para falar de consciência negra. E antes de começar, já coloca aqui que sou uma mulher branca, de sangue misturado, neta de uma mulher preta e que se aventura a pensar e aprender sobre o assunto com tantos pensadores atuais, que generosamente nos oferecem possibilidade de reflexão sobre um tema tão complexo. Todo ano, na minha bolha aparecem um ou outro (poucos, graças ao algoritmo), mas ainda existentes, que questionam o Dia da Consciência Negra, falando sobre a necessidade do Dia da Consciência Branca e sobre sermos todos iguais. Respiração ajuda bastante nessa hora. Recomendo um ciclo de 3 respirações mais profundas para melhorar a oxigenação neuronal, e assim favorecer uma resposta que não seja extremamente reativa a ponto de que o interlocutor diga que somos irracionais e ignorantes (porque sim, o caminho mais rápido é esse). E se eu uma mulher branca, experimento ...

A falta

A falta... Do que... De quem... Que me estrutura... Que me derrete... Que me deu pernas... mas que muitas vezes também me tira a possibilidade de caminhar. A falta, o vazio, a ausência. Esse tema tão abstrato mas também tão concretamente presente nas clínicas. Os pacientes muitas vezes chegam no consultório em busca de acabar com esse vazio ou falta. E se eu te dissesse que não quero tentar tampar o seu vazio, mas te fazer pisar com os dois pés no chão, e se fortalecer e conseguir olhar pra ele. Tem um poder guardado no vazio de cada um. E tem um portal pra vida, no fundo dele. Não tema suas dores e conteúdos não analisados.  Tenho muito respeito por cada falta estrutural, minhas, suas e dos outros. Caminhemos juntos, Com amor,  Mari.

Árvores, presente e presença.

  Estou sumidinha daqui faz um tempo, mas vou aproveitar um tempinho que tive essa semana para conversar um pouco com vocês sobre o presente. Estamos aqui passando pelo Outono, naquela época em que a natureza começa a se recolher para o inverno, as folhas secam e antes de cair proporcionam verdadeiro espetáculo de cores e nuances. Uma experiência visual riquíssima. Os cheiros também mudam, algo como um mato seco, mas levemente adocicado. Os sons normalmente estão preenchidos pelo vento, que compõe melodias distintas, ora assustadoras, ora pacificadoras; gosto de chamar de sons de transição. E ao caminhar sobre a grama que muitas vezes está coberta por folhas secas, sentimos o estalar delas sobre nossos pés, uma experiência sensorial que se você ainda não teve, eu recomendo. Guarde na sua agenda para o próximo outono, caso você esteja em outra estação nesse momento. E se é outono onde você está, se permita ir lá fora em algum momento dessa semana para observar um pouco todas ess...