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Mostrando postagens de setembro, 2021

É tempo de transição.

Chegaram os equinócios. Primavera no Brasil. Outono nos Estados Unidos. É curioso, porque hoje eu já não consigo dizer o que prefiro. Quando chega um, já é mesmo tempo de transição e eu já sinto que estava mesmo esperando por ele. Aqui quando chega a primavera e começa a esquentar, é a renovação da vida, da alegria e do brotar. E agora, após esse verão comprido, estamos esperando os dias mais curtos, o recolhimento, as comidas e bebidas mais quentes, e todas as mudanças que a troca de estação traz. Talvez esse tenha sido o aprendizado mais demorado de morar fora, eu que vim de uma cidade que tem uma semana de inverno, e que costuma marcar quase 40 graus antes ainda de entrar a primavera, estranhava demais esse frio todo, e seja por inocência ou rebeldia, tentava inutilmente seguir apegada aos meus hábitos que não haveriam de mudar "só" por causa da estação. Hoje me percebo namorando cheiros, desejando experimentar certos sabores específicos e me vejo conseguindo ter alguma co...

Falar, calar e as múltiplas variáveis envolvidas

Nesse mês de setembro, vamos ampliar o diálogo sobre o tema do suicídio, tão denso, delicado e necessário. Quando mencionei num post anterior sobre a divisão dos próprios profissionais sobre, quis dizer não só sobre a maneira de abordar, técnicas a se utilizar mas também manejo social e de posicionamento sobre. A polêmica também se instaura sobre a dúvida da efetividade desse diálogo, com o questionamento presente da estimulação ao pensamento suicida a partir de tal. E para questões assim, prefiro seguir o protocolo das agências organizadoras em saúde e atendimento, como OMS CFP IPA e outros tantos, que nos ajudam a dar norte e contorno ao exercício da psicologia e atenção a saúde integral. E embora a principal diretriz seja falar sobre o tema, isso é algo extremamente novo. Datado de 2003 pela OMS. E ainda sobre o calar e falar, a questão perpassa qual nossa busca de interlocução. O setembro amarelo certamente visa, estimular que pessoas em sofrimento psíquico busquem ajuda e amparo, ...

Arapuca - auto regulação - pausa - peleja, não necessariamente nessa ordem.

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Passada a pausa, mencionada no texto anterior, eis que retorno numa condição melhor e mais inspirada, auto regulada e então mais disponível interna e externamente. A pausa - graças as Deusas, Universo, Astros e todos os Santos (juntos), me deu de volta pra mim. E nesse sentido, é desse ponto que quero partir pra essa prosa hoje. Como é que a gente se autorregula sem pausa? Como é que a gente se percebe sem pausa, para aí dar pro nosso corpo o que ele está pedindo. Tem muitos motivos para querermos a pausa, e mais motivos ainda para evitarmos ela. Óbvio que existem outras formas de auto regulação, tem trabalho, sexo, família, amigos, leitura, atividade física e etc., mas todas essas possibilidades, sem exceção, poderão atuar como respostas, mesmo que a pergunta e a dúvida não sejam claras, nem tampouco a mesma. Explico: Sem a pausa, e calma pra perguntar e um tempo (ainda que pequeno), para pensar em possíveis respostas, responderemos sempre a mesma coisa, para qualquer pergunta, estabe...

Portaria E

Gente, papel em branco sem inspiração é uma desgraça. É um coringa malévolo, um portal pro inferno. E um dos acessos do inferno mais comuns pra mim, é a portaria E de exigência. No caso, exigência de produzir uma escrita, conteúdo já que o blog agora faz parte do Instituto e de tempos e tempos eu vou precisar dar o ar da graça. Mas aí pensando nisso, eu que sou facinha de organizar pensamento de um jeito que se possa ler, já achei um trem bom de compartilhar, que resolve um pouco o lance de que tenho que produzir (porque então obviamente produzo), ao mesmo tempo que me acalma, porque encontro um sentido e aí dá vontade de fazer isso. Ufa, só por hoje não me venderei, mas como vocês podem ver me negociei. Negociei comigo. Nada de novo sobre o céu. Normalmente, chamamos isso de vida real mesmo. E minha reflexão, tem a ver com a dificuldade de estar on-line, de produzir conteúdo, de lutar com um algoritmo x, e fazer um estilo que até ontem não me despertava o menor tesão. Pera, ainda não ...

Agridoce

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Bom, vocês já perceberam que o blog mudou, pero no mucho. Embora agora faça parte da estrutura do Instituto Jacarandá, ainda assim serei eu, minhas reflexões, autenticidade e presença aqui. Obviamente falarei de temas relacionados ao Instituto, Psicologia e Saúde Mental Integrativa, mas também falarei de amenidades, datas e questões que preenchem meu cotidiano. E creio que essa seja também uma das prioridades e diferenciais desse espaço, desmitificar essa santidade e mistério que é a vida de uma profissional de psicologia, especialmente alguém que sustenta um relacionamento duradouro com a orientação psicanalítica.  Comecemos então começando. Hoje eu não trabalhei. Não oficialmente, organizei agenda, mandei um e-mail, briguei um pouco mais com o serviço de Host do site do Instituto, mas fora isso, nenhum paciente, nenhuma supervisão, nenhum grupo. Ontem e hoje eu fechei a agenda, para debutar oficialmente como mãe de adulta. Embora o fechamento da agenda profissional...