Ritmos
Quando perguntada sobre seu ritmo, você sabe o que responder?
Você tem ritmo próprio? Se movimenta conectada com suas demandas ou se vê completamente sujeita a determinações externas?
Teoricamente todos nós temos ritmos internos e fazemos movimentos e concessões a demandas externas.
Temos nosso ritmo cardíaco, de respiração, intestinal. Para as mulheres o ciclo menstrual, que também nos traz um movimento, um ritmo e necessidades contraditórias em momentos diferentes (e as vezes no mesmo momento 😂).
Temos os ritmos em paralelo com a natureza, com o sol e a lua na atividade e repouso diário, mas a mesma lua influenciando mares internas e externas, e o mesmo sol numa dança com a Terra nas estações do ano.
Tudo isso se relaciona com mais ou menos intensidade a depender da sua capacidade de interagir com seus fluxos e assim ritmo.
Então seu ritmo está aí.
Você pode não o ouvir.
O ouvindo pode não aceita-lo
O aceitando assim pode não se sentir confortável com ele.
E mesmo o ouvindo e aceitando pode não respeita-lo.
Outras pessoas, podem ter menos consciência e respeito por ele, mas podem não conseguir se opor a suas demandas internas.
Tem perigo em ambas extremidades, e o caminho do meio é sempre o mais seguro.
No se respeitar mas ainda pertencer e atender demandas e ritmos externos.
No se disciplinar e cumprir demandas externas mas também encontrar tempo de autopreservação e respeito.
Independente de onde você estiver nessa linha, é desejando um pouco sair da sua extremidade que você equilibra, e é só a partir de você mesmo que poderá saber qual o mais adequado pra você, hoje.
Porque com todas interações e influenciadores do nosso ritmo, amanhã seu lugar nessa linha pode ser outro, e o ajuste pra outro lado.
Mas hoje, te convido a fazer contato com seu ritmo, e experimentar respeita-lo.
Nem sempre isso é possível, mas reconhece-lo e acolher sua presença demanda, mesmo sem necessariamente atende-la já é um passo.
Então uma sugestão de pequeno movimento rumo a você e seu ritmo.
Se puder, no banho, antes de dormir ou num momento de calma qualquer e possível, coloque uma mão abaixo do seu umbigo no baixo ventre e outra no coração.
Tente respirar o mais profundo que conseguir. Faça a respiração mais ampla que conseguir, intencionando se conectar com sua essência e ao mesmo tempo se livrar dos excessos.
Após 3 a 5 respirações solte isso e simplesmente sinta seu coração batendo, tente escutar os sons do seu corpo e sentir os movimentos da sua barriga.
Faça isso hoje, no dia que você ler esse texto e sempre que lembrar, puder e quiser.
No começo é só um exercício de sentir você, mas confie, seu ritmo pessoal tem muito a te ensinar e conduzir numa busca e encontro de vida saudável.
E eu escrevo hoje sobre isso, retomando minha escrita e dedicação de energia a esse espaço.
Não é segredo pra quem me acompanha meu esforço para as demandas de redes sociais.
Após ter respeitado meu ritmo e necessidade de recolhimento, me sentindo agora mais aberta para fazer o que precisa ser feito no externo, após ter acolhido o que precisava ser olhado e cuidado do interno.
Infeliz do individuo que não pratica o que acredita, que fala do que não faz e que não dança sob seu próprio ritmo e musica, porque a canção alheia não poderá jamais ditar sozinha um ritmo e caminho seguro pra nossa caminhada.
Boa continuidade para quem continua no seu ritmo.
Bom recolhimento para quem precisa descansar.
Bom recomeço pra quem for tempo de retomar.
Caminhemos,
Mari.
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