Respeite seu suor
Oi gente, belezinha por aí?
Passando aqui pra compartilhar uma reflexão que me ocorreu hoje.
Se você é novo no blog, leia nosso texto fixo pra entender um pouquinho do que rola por aqui. Basicamente eu utilizo o blog pra falar livremente, refletir sobre a vida, o cotidiano e me coloco bastante aqui em primeira pessoa.
Se você me conhece ou já leu coisas minhas, pode saber que exercício físico nunca foi meu forte, mas cada vez mais tenho me dedicado a praticar atividade física, primeiramente pela minha saúde mental e física, mas também para envelhecer com qualidade e pra me sentir mais confortável com meu corpo.
Nesse processo eu venho experimentando muitas coisas, tentando um pouco de tudo e encontrando muita frustração no caminho. O que funciona aqui é mais a boa e velha caminhada, e a sagrada yoga.
Recentemente, num processo de auto resgatar alguns aspectos de mim mesma, resolvi que queria voltar a andar de patins, na infância andei bastante, era boa nisso e era sempre uma alegria.
E aí, pra andar de patins, resolvi que precisava fortalecer minhas pernas antes, pra que de fato pudesse desfrutar disso sem me machucar. Bom, comecei tímida com treino de perna, logo estava querendo fazer um pouco mais e agora tenho necessidade de trabalhar toda minha musculatura.
Tem sido uma experimentação interessante e como todo novo hábito um desafio também, sustentado pela minha motivação e pela disciplina de fazer o que tem que ser feito, mesmo que as vezes, com pouca vontade.
E hoje, enquanto eu estava treinando, suei muito. E senti por um momento o sabor do meu suor. Obvio que isso já tinha acontecido antes, todos conhecemos o gosto do nosso suor, mas dessa vez, eu pude viver a simbologia desse momento de uma maneira que nunca tinha acontecido antes.
Lembrei da frase respeite meu suor, dita em tons de auto valorização e defesa nas redes sociais, e fiquei pensando em quantas vezes eu mesma não respeitei meu suor.
Dessa vez ele tinha outro sabor, e eu me senti num daqueles momentos sagrados em que estamos presentes na nossa ação, com corpo, mente e coração em sincronia, podendo desfrutar da experiência plenamente.
Pensei em quantas vezes não reconheci meus esforços, quantas vezes meu suor nascia de demandas externas, fosse ele num trabalho formal ou num exercício físico, e me lembrei de quantas vezes, esses momentos eram acompanhados de distrações, para que a "tortura" passasse rápido.
Hoje pude pensar, que tudo o que fazemos e que não nasce do nosso desejo, facilmente vira uma tortura em maior ou menor grau, e por que cristo a gente ainda se submete a auto flagelações?
Obviamente exercício não seria um exemplo disso, uma vez que mesmo contrariados o exercício cumpre uma importante tarefa na nossa saúde e auto regulação mental e física, mas justamente pra em algum momento saborear nosso suor, ele precisa trazer consigo algum sentido nutritivo.
E senão for assim, que você possa encontrar outro jeito de gastar seu suor e se nutrir dele.
Fiquei emocionada pelo tanto que suei nessa vida antes de viver a cena de hoje, mas que esse suor uma vez olhado com esse carinho, ajude a mim e outros a pedirem menos respeito externo pelo tal e desperte mais carinho e auto respeito por cada ml do nosso sagrado suor.
É fim de ano, e mesmo que você não tenha atingido os objetivos e metas que se propôs nesse ano, eu tenho certeza que você suou. No sentido figurado e também concreto.
Então desejo, que antes das novas metas, que você possa valorizar sua trajetória.
Que você possa ter respiração e autocompaixão com você, e que se resolver traçar novos rumos e caminhos, que seja coerente e amoroso consigo mesmo.
Caminhemos,
Mari.
Excelente reflexão! Sensacional e motivadora!
ResponderExcluirLindo texto! Parabéns doutora 👏🏻👏🏻
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