Pelo direito de (Ar)vore e ser.
Hoje é dia da árvore, e pra mim é até estranho escrever sobre algo que eu meu sinto tão apaixonada e ligada.
Me sinto uma mulher árvore, quis um Instituto com nome de árvore, faço metáforas com tronco, folhas e raízes o tempo todo e hoje tenho o privilégio de morar no meio de seis árvores robustas, e várias menores, que decoram minha paisagem e aconchegam minha alma.
Eu tentei puxar na memória sobre quando isso começou, e acho que foi com 12 anos, quando eu coloquei óculos pela primeira vez, pra quem não sabe, eu tenho uma miopia alta. O meu primeiro óculos foi com 12 anos e já era de 2 e pouco, e eu me lembro como se fosse hoje, o meu encanto ao perceber que eu podia ver as folhinhas das árvores, e não apenas as manchas verdes.
Mas acho mesmo que foi com a maturidade que pude me integrar mais com a natureza e perceber o quando a imagem da árvore me representava, como ela podia ser exemplo pra tudo, e o quanto eu precisava delas perto de mim.
Foi mais madura que eu percebi que através delas eu me autorregulava, e que assistindo seus processos também podia ter paciência com os meus.
Então nesse dia, escrevo esse pequeno texto pra que a gente se lembre de que além de plantar, precisamos preservar.
E que a gente só preserva o que se relaciona e ama, então você adulto que ainda não abraçou uma árvore, o tanto de tempo de vida tem, é o tanto de vida que você perdeu sem essa experiência maravilhosa. Corre lá fora agora experimentar.
Você adulto que educa, ou tem crianças próximas, se lembre de apresentar a natureza, de contar histórias de árvore, de explorar os sentidos através delas.
O mundo não vai existir sem elas. Tampouco você. Muito menos nossos filhos e netos.
E se você acha que isso tudo é balela, gaste um tempinho pesquisando no Google a semelhança do conducto alveolar, alveolos e saco alveolar dos pulmões com os galhos das árvores. Ou como as placentas também são representações perfeitas de árvores da vida. Tem uma mágica escondida aí, o universo é criatividade pura e plena.
E se lembre do nome (Ar)vore.
Que não te faltem elas, nem o Ar.
A nossa parte é cuidAR.
Caminhemos,
Mari.
Comentários
Postar um comentário