Sobre o humor como (doce) remédio!
Uma pessoa próxima algum tempo atrás me pediu pra abordar sobre a ironia em um texto, ela estava e ainda deve estar, com dificuldade de relacionamento devido a isso. Não tive tempo de investigar se ela falava realmente sobre ironia, mas imagino que na verdade ela queria falar sobre cinismo e sarcasmo.
É um assunto bom, mas antes de falar dele precisamos separar o que é humor, a ironia e finalmente o cinismo e sarcasmo.
Estávamos em casa conversando ontem, sobre piadas e humor, e como vamos fazer pra entender as piadas comuns e corriqueiras daqui dos Estados Unidos.
O marido e filho tem um humor bem parecido e peculiar. Gostam de piadas literais e simples. Tipicamente masculino. Eu e a filha debochamos e ironizamos sobre o alcance inteligente das tais piadas, usamos mais de ironia e deboche, tipicamente feminino.
De qualquer forma rimos muito juntos e tentamos fazer piada de tudo. Rimos muito de nós mesmos e isso é um excelente recurso para suportar as dificuldades e mesmo o tédio do dia a dia.
Mas como temos uma aplicação diferente de humor, mantemos (ou tentamos manter) a atenção sobre o limite do outro, principalmente no limite entre a brincadeira, piada e ofensa. Eu especialmente fico atenta também pela diferença de idade, o que sugere entendimentos distintos de mesmas brincadeiras e piadas, em virtude disso, resumindo as nossas acabam sendo bem infantis.
Eu sempre defendi muito o humor, e esse recurso como ferramenta de relacionamento. Falar verdades com humor, usar dele em momentos de tensão, rir em situações de crise, mesmo que sendo de nós mesmos, da nossa condição humana errante e imperfeita, do nosso ridículo ou mesmo oferecer um sorriso franco quando o outro precisa e faltam palavras.
Aqui isso tem acontecido comigo muito, o sorriso faz parte de uma comunicação universal. Ajuda demais.
O uso com entendimento é sempre muito bom, traz leveza, alegria e calma para o dia a dia. Sem contar na descarga catártica. Uma boa gargalhada é como um bom choro, pode lavar a alma.
Já a ironia é uma aplicação de humor mais sofisticada, que requer maturidade, entendimento e bom senso para não ser ofensiva. O entendimento precisa ser comum, senão um é lesado no dialogo, como se fosse uma mentirinha, ou blefe.
É muito claro isso quando percebemos a diferença entre uma criança e adolescente por exemplo.
O adolescente tende a ser mais irônico e a criança não compreende a "farsa". Aliás, crianças tem inicialmente uma dificuldade em compreender ironia. Tem um livrinho ótimo que pode ser usado para testar isso, se chama Deixei o pum escapar. O pum é um cachorro, mas ele riem muito imaginando o tempo todo o pum. É um duplo sentido, uma pré ironia que eles gostam muito e vai preparando pra receber as ironias reais que chegam mais tarde.
Em termos de sentimento a ironia podia ser chamada de filha da mãe humor com o pai raiva. Mas puxou mais pra mãe, tem só um tiquinho do pai. Muito disfarçado pela grande presença de sua mãe em sua expressão;
O sarcasmo é um outro filho desse mesmo casal, acabou puxando muito para o pai e tem só um pouquinho da mãe, tendo muita mais raiva e usando só um pouquinho do humor, pra disfarçar seu real objetivo, que normalmente é destilar a referida raiva ou alguma mensagem oculta que gerou o contato com esse sentimento que vem do pai e se expressa quase pura, apenas com uma pequena sombrinha do humor da mãe.
O cinismo já é um filho mal caráter, tem traços de humor e raiva, mas usa disso como disfarce para ocultar outros propósitos. Ele aproveita que sabem que é fruto do cruzamento entre raiva e humor, mas recebe esse nome porque oculta seu real objetivo e intenções. Tem um quê de dissimulação e falsidade em si. Sua mãe que é o humor o nega, porque não quer reconhecer sua participação nisso, o pai raiva também não o apoia porque a raiva pura normalmente se mostra. Ele então tem traços de rejeição em si mesmo que culminam numa expressão quase sempre cruel.
E eu ainda viajo um pouco mais na maionese, digo metáfora, pra pensar que inclusive ele tem um sonho de ser aceito pela mãe. Sendo assim, uma boa forma de desmascara-lo é através da franqueza (vamos pensar na franqueza como um amor de vó) juntamente com humor.
Qualquer que seja um comportamento que envolva ironia, sarcasmo ou cinismo, este sempre será quebrado com a franqueza. São sentimentos, características pessoais ou mesmo situações, que vem de indivíduos que não se mostram naturalmente, por insegurança, inferioridade, medo ou inúmeros outros sentimentos possíveis.
A franqueza com humor desmascara sem humilhar. Pode perguntar sem ofender, de maneira simples, direta e doce.
Como um, eu te fiz alguma coisa, parece que você está com tanta raiva hoje!
Nossa, entrou uma nuvem negra aqui atrás de você só rindo muito pra ela ficar cor de rosa.
Mas é incrível, a fala tem que ser direcionada a pessoa, porque se só ficamos mais felizes e animados pra tentar neutralizar a densidade disso, o outro tende a ficar ainda mais agressivo, em reação a isso e mantendo o mecanismo de ocultar o real sentimento.
Aqui em casa eu danço, abraço, faço cocegas, imito quando alguém tá com cara fechada... mas esses são recursos que pedem intimidade, timing e felling para serem aplicados, não dá pra serem utilizados em qualquer hora e lugar.
Pra além dessas coisas, dica pessoal, eu faço sempre Ho'ponopono (se não sabe o que é clique aqui: .http://www.hooponopono.ws/o-que-e.php), pra gente com esse tipo de comportamento.
Isso limpa o meu coração, acredito que possa amenizar as energias densas, suavizar qualquer que seja o laço que me liga a esse individuo e atuar no sentido de impedir que algo em mim possa atrair mais pessoas desse tipo;
Não é uma ação fácil, mas as vezes é preciso.
E claro, no dia a dia, não dá pra ficar pensando que hora é humor, que hora é ironia e etc.
Mas termos consciência sobre as diferenças e suas respectivas dinâmicas por si só faz com que tenhamos outro olhar.
Não pra ser mais sério ou severo, pelo contrário, para usarmos mais o humor puro. Para podermos brincar mais e ter mais leveza em nosso dia a dia.
Para semearmos assim mais alegria e naturalmente termos um caminho mais florido.
Achei um bom texto pra começar uma semana que pode ser tão densa... mas que também pode ser puro envolvimento com advento do Natal.
Por hoje é isso!
Andiamo!
É um assunto bom, mas antes de falar dele precisamos separar o que é humor, a ironia e finalmente o cinismo e sarcasmo.
Estávamos em casa conversando ontem, sobre piadas e humor, e como vamos fazer pra entender as piadas comuns e corriqueiras daqui dos Estados Unidos.
O marido e filho tem um humor bem parecido e peculiar. Gostam de piadas literais e simples. Tipicamente masculino. Eu e a filha debochamos e ironizamos sobre o alcance inteligente das tais piadas, usamos mais de ironia e deboche, tipicamente feminino.
De qualquer forma rimos muito juntos e tentamos fazer piada de tudo. Rimos muito de nós mesmos e isso é um excelente recurso para suportar as dificuldades e mesmo o tédio do dia a dia.
Mas como temos uma aplicação diferente de humor, mantemos (ou tentamos manter) a atenção sobre o limite do outro, principalmente no limite entre a brincadeira, piada e ofensa. Eu especialmente fico atenta também pela diferença de idade, o que sugere entendimentos distintos de mesmas brincadeiras e piadas, em virtude disso, resumindo as nossas acabam sendo bem infantis.
Eu sempre defendi muito o humor, e esse recurso como ferramenta de relacionamento. Falar verdades com humor, usar dele em momentos de tensão, rir em situações de crise, mesmo que sendo de nós mesmos, da nossa condição humana errante e imperfeita, do nosso ridículo ou mesmo oferecer um sorriso franco quando o outro precisa e faltam palavras.
Aqui isso tem acontecido comigo muito, o sorriso faz parte de uma comunicação universal. Ajuda demais.
O uso com entendimento é sempre muito bom, traz leveza, alegria e calma para o dia a dia. Sem contar na descarga catártica. Uma boa gargalhada é como um bom choro, pode lavar a alma.
Já a ironia é uma aplicação de humor mais sofisticada, que requer maturidade, entendimento e bom senso para não ser ofensiva. O entendimento precisa ser comum, senão um é lesado no dialogo, como se fosse uma mentirinha, ou blefe.
É muito claro isso quando percebemos a diferença entre uma criança e adolescente por exemplo.
O adolescente tende a ser mais irônico e a criança não compreende a "farsa". Aliás, crianças tem inicialmente uma dificuldade em compreender ironia. Tem um livrinho ótimo que pode ser usado para testar isso, se chama Deixei o pum escapar. O pum é um cachorro, mas ele riem muito imaginando o tempo todo o pum. É um duplo sentido, uma pré ironia que eles gostam muito e vai preparando pra receber as ironias reais que chegam mais tarde.
Em termos de sentimento a ironia podia ser chamada de filha da mãe humor com o pai raiva. Mas puxou mais pra mãe, tem só um tiquinho do pai. Muito disfarçado pela grande presença de sua mãe em sua expressão;
O sarcasmo é um outro filho desse mesmo casal, acabou puxando muito para o pai e tem só um pouquinho da mãe, tendo muita mais raiva e usando só um pouquinho do humor, pra disfarçar seu real objetivo, que normalmente é destilar a referida raiva ou alguma mensagem oculta que gerou o contato com esse sentimento que vem do pai e se expressa quase pura, apenas com uma pequena sombrinha do humor da mãe.
O cinismo já é um filho mal caráter, tem traços de humor e raiva, mas usa disso como disfarce para ocultar outros propósitos. Ele aproveita que sabem que é fruto do cruzamento entre raiva e humor, mas recebe esse nome porque oculta seu real objetivo e intenções. Tem um quê de dissimulação e falsidade em si. Sua mãe que é o humor o nega, porque não quer reconhecer sua participação nisso, o pai raiva também não o apoia porque a raiva pura normalmente se mostra. Ele então tem traços de rejeição em si mesmo que culminam numa expressão quase sempre cruel.
E eu ainda viajo um pouco mais na maionese, digo metáfora, pra pensar que inclusive ele tem um sonho de ser aceito pela mãe. Sendo assim, uma boa forma de desmascara-lo é através da franqueza (vamos pensar na franqueza como um amor de vó) juntamente com humor.
Qualquer que seja um comportamento que envolva ironia, sarcasmo ou cinismo, este sempre será quebrado com a franqueza. São sentimentos, características pessoais ou mesmo situações, que vem de indivíduos que não se mostram naturalmente, por insegurança, inferioridade, medo ou inúmeros outros sentimentos possíveis.
A franqueza com humor desmascara sem humilhar. Pode perguntar sem ofender, de maneira simples, direta e doce.
Como um, eu te fiz alguma coisa, parece que você está com tanta raiva hoje!
Nossa, entrou uma nuvem negra aqui atrás de você só rindo muito pra ela ficar cor de rosa.
Mas é incrível, a fala tem que ser direcionada a pessoa, porque se só ficamos mais felizes e animados pra tentar neutralizar a densidade disso, o outro tende a ficar ainda mais agressivo, em reação a isso e mantendo o mecanismo de ocultar o real sentimento.
Aqui em casa eu danço, abraço, faço cocegas, imito quando alguém tá com cara fechada... mas esses são recursos que pedem intimidade, timing e felling para serem aplicados, não dá pra serem utilizados em qualquer hora e lugar.
Pra além dessas coisas, dica pessoal, eu faço sempre Ho'ponopono (se não sabe o que é clique aqui: .http://www.hooponopono.ws/o-que-e.php), pra gente com esse tipo de comportamento.
Isso limpa o meu coração, acredito que possa amenizar as energias densas, suavizar qualquer que seja o laço que me liga a esse individuo e atuar no sentido de impedir que algo em mim possa atrair mais pessoas desse tipo;
Não é uma ação fácil, mas as vezes é preciso.
E claro, no dia a dia, não dá pra ficar pensando que hora é humor, que hora é ironia e etc.
Mas termos consciência sobre as diferenças e suas respectivas dinâmicas por si só faz com que tenhamos outro olhar.
Não pra ser mais sério ou severo, pelo contrário, para usarmos mais o humor puro. Para podermos brincar mais e ter mais leveza em nosso dia a dia.
Para semearmos assim mais alegria e naturalmente termos um caminho mais florido.
Achei um bom texto pra começar uma semana que pode ser tão densa... mas que também pode ser puro envolvimento com advento do Natal.
Por hoje é isso!
Andiamo!
Belas palavras minha irmã. Te amo muito.
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