Tecla SAP ativa após 9 am. Por favor não insista!
Segundona braba, mais uma oportunidade de viver o dia internacional do recomeço.
Eu sempre acordo morta. Sempre penso que devia ter dormido mais cedo, mesmo que tenha deitado as 20h.
Sempre lamento no melhor estilo Lippy the Lion: Oh vida, óh céus, óh azar.
O bom é que essa fase dura uns 5 a 10 min, aí depois que levanto chuto o balde, e foda-se né, se tem que levantar bora aproveitar e viver direito.
Mas normalmente minhas maiores e melhores gafes são cometidas de manhã, acordo atrapalhada, um pouco desastrada. Derrubo algumas coisas, esqueço outras ligadas e se saio atrasada então... não paro em um pare. É sério!
Em virtude disso, conhecendo minhas limitações acabei desenvolvendo método né, coloco o despertador meia hora antes, pra ir acordando de leve, faço um dez, sempre que possível tomo banho, pra acordar meu cérebro e estar de fato presente nas situações e circunstancias. Sou adepta do café há alguns anos, e se de fato vejo que vou me atrasar, aviso, desmarco o compromisso mas tento não correr, zelando pela minha sobrevivência.
Especialmente quando estou atendendo, é importante que se meu primeiro paciente for as 7h, eu esteja desperta desde 5:30h, uma vez que na presença dele meu cérebro precisa estar acordado e funcionando, BEM, diga-se de passagem.
Esses rituais acontecem todas as manhãs, mas a situação se agrava nas segundas.
Pois bem, aqui num tem paciente mas tem inglês né, e eu percebi que demoro um tempo maior pra ligar a tecla SAP e funcionar in English. Isso significa que as primeiras pessoas que cruzo (além da minha família, claro), recebem sempre Bom dia!
Sim! Eles devem pensar que essa é a brasileira que não fala inglês, se tiverem oportunidade de me ver as 10 ou 15 talvez eu possa reparar isso, mas de supetão as 7:30h da manhã é foda.
Diante disso, hoje eu estou orgulhosa de mim mesma, porque ao cruzar com o único brasileiro da sala eu disse Hello, e não bom dia, nem oi. É uma tentação, um vício, quase uma fissura, pelo menos pra mim que ainda estou nesse começo mas por hoje deu certo. Bingo!
Eu também tô aprendendo a lidar com isso e desenvolvendo técnicas pra me ajudar. A melhor é ouvir rádio regional no caminho, mas pra isso eu preciso já estar acordada, porque tenho um grave problema em querer entender tudo, então não rola colocar pra ir acordando, isso me dá uma angustia do cão. Parece que estou bêbada ou dopada se não acordei completamente.
Nesse caso é só colocar um rock, modão ou pagodão, e depois escutar o rádio daqui...aí funciona!
Tem gente que é melhor que eu, que tem o botãozinho de liga e desliga, mas eu não sou dessas.
O marido mesmo, acorda super ligado, eu fico de cara pensando onde aperta.
Tanto pra ligar, quanto pra desligar, porque tem horas que eu quero que ele fique em silêncio, imóvel...
Quem é mãe já falou isso provavelmente centenas de vezes, eu sigo repetindo aqui (leia em voz suave, baixinha): shiuuu vem cá, fica quietinho, vamos escutar a batida do coração.
Com crianças (pequenas), cola. Já com maridos...se tiverem alguma boa técnica me avisem.
Mas verdade seja dita, preciso reconhecer que o meu melhorou anos luz sobre isso, hoje curte enrolar mais na cama e o levantar nos fim de semana acontece de comum acordo, mas nem sempre foi assim.
Como cantou Renato Russo, "Quem acredita sempre alcança..."
Tudo isso pode parecer bobagem ou frescura, mas é uma grande sacada na vida descobrirmos sobre nosso funcionamento, sobre nossas dificuldades, limitações ou mesmo hábitos. Algumas coisas são possíveis de mudar, principalmente se nos faz mal, mas outras só pedem ajustes em nosso dia a dia para que fique confortável para nós e para os outros.
A convivência é uma arte, e se você não conhece a si mesmo fatalmente vai fantasiar que os outros sabem de você e vai esperar que eles te deem um retorno impossível.
Essa fantasia primeiramente acontece porque quando sabemos pouco sobre algo pressupomos naturalmente que o outro sabe mais, já que sabemos nada ou quase nada.
Mas isso não se aplica a humaninhos. Temos vida privada (pensamentos ainda são privados né?!)
Tem um mundo interior construído a partir das nossas vivências, educação, cultura, relacionamentos familiares e etc. O outro jamais saberá mais de você apenas porque você mesma (o) não sabe sobre si.
Ele porcamente fará suposições com base no que você demonstra e quando acertar vai repetir. Só isso.
Além isso, essa é uma fantasia bastante infantil.
Não estou querendo dizer que alguém possa estar parado lá nessa fase, nem é pra acusar o coleguinha disso heim. Cada caso é um caso muito particular.
Mas as mães de bebês adivinham suas vontades, e na maior parte das vezes através de tentativa e erro, pelo menos na primeira vez. Nas próximas aprendemos e repetimos. Já o bebê não conhece esse caminho e supõe que como mágica a mamãe acertou, criando parte dessa aura de saber infinito que as mães inicialmente têm, o que pode ser continuamente reforçado, ou não.
Já nos relacionamentos adultos precisamos identificar nossas necessidades e trabalhar para satisfaze-las quando for possível, mesmo e especialmente quando isso envolve o outro.
Nos relacionamentos conjugais, isso perpassa um contrato, que precisa ser bem claro e estabelecido.
As palavras podem fazer parecer difícil, mas na prática é mais simples.
O que é combinado não sai caro! (Mas gente, ser humano, muda de opinião e recombina tá?!)
Deixo claro o que quero e não quero, e o outro também o faz. Na sequência ajusto o que é difícil que eu cumpra e vejo o que é difícil pra ela ou ele cumprir também.
E aí...tcham tcham tcham...fazemos negociações, ajustes, concessões, cedemos ou como popularmente se diz, engolimos sapo.
Não tem nenhum problema nisso, relacionamentos em geral envolvem muito disso, casamentos então nem se fala.
A grande questão é: quero engolir esses sapos? Estou engolindo sapos de quem eu queria? Vale a pena pra mim?
Se vale, lindo, vá em frente. Na arte de se relacionar para dar certo, o outro certamente também está fazendo isso por você.
O problema é quando ambos estão lesados, um acusando o outro. Ou ainda se a resposta foi que não vale a pena, pode estar havendo concessão unilateral. Quando um só cede.
Normalmente isso é fruto de falta de comunicação, comunicação não clara e a presença daquela fantasia infantil sobre o outro saber o que eu quero e não fazer de propósito.
Relembrando... repita comigo: o outro não é mamãe, não tem como nem porquê saber o que se passa aqui dentro, então...vamos falar.
Podemos ao menos tentar.
A tarefa é simples, mas não é fácil. Tipo, rapadura é doce mas não é mole não.
(Percebi que hoje estou cheia dos ditados)
Falar sobre nós mesmos pode ser muito difícil, e se você tem dificuldade com isso comece experimentando sobre pequenas coisas, tipo o sorvete favorito ou filme. Tentando fazer escolhas juntos ou mesmo sozinha (o), pra depois praticar em conjunto.
Se for muito difícil para você, um terapeuta pode te ajudar, e acredite vai fazer muita, muita, muita e muita diferença na sua vida, e na do outro.
É um alivio saber o que o outro deseja, assim podemos escolher o que fazer. Podemos até escolher não satisfaze-lo mas é muito melhor do que o jogo de adivinha inútil e eterno que costuma se transformar os relacionamentos.
Saber o que a gente quer então, não em preço. Faz uma mega, super, puta diferença na nossa vida. Economizamos tempo, dinheiro, vida e desgaste.
Além disso, acho um luxo conviver em paz consigo mesmo.
Isso promove um sossego existencial que é difícil de descrever. Quem sabe numa próxima.
Na verdade hoje eu ia escrever sobre outra coisa, mas aí comecei a reclamar da saga de segunda, depois vieram os ajustes sobre como conviver bem comigo mesma e depois sobre relacionamento.
Pra quem me conhece não tem novidade nenhuma, misturo os assuntos, retomo depois, sou assim e até gosto.
Comunicar pede espontaneidade.
Hoje um pouco mais madura consigo lidar melhor com isso, mas nem sempre foi assim e nem sempre eu soube usar a espontaneidade ao meu favor, mas se começar falar disso vira outro texto, então deixa pra outro dia. Por hoje é só.
Até breve.
Eu sempre acordo morta. Sempre penso que devia ter dormido mais cedo, mesmo que tenha deitado as 20h.
Sempre lamento no melhor estilo Lippy the Lion: Oh vida, óh céus, óh azar.
O bom é que essa fase dura uns 5 a 10 min, aí depois que levanto chuto o balde, e foda-se né, se tem que levantar bora aproveitar e viver direito.
Mas normalmente minhas maiores e melhores gafes são cometidas de manhã, acordo atrapalhada, um pouco desastrada. Derrubo algumas coisas, esqueço outras ligadas e se saio atrasada então... não paro em um pare. É sério!
Em virtude disso, conhecendo minhas limitações acabei desenvolvendo método né, coloco o despertador meia hora antes, pra ir acordando de leve, faço um dez, sempre que possível tomo banho, pra acordar meu cérebro e estar de fato presente nas situações e circunstancias. Sou adepta do café há alguns anos, e se de fato vejo que vou me atrasar, aviso, desmarco o compromisso mas tento não correr, zelando pela minha sobrevivência.
Especialmente quando estou atendendo, é importante que se meu primeiro paciente for as 7h, eu esteja desperta desde 5:30h, uma vez que na presença dele meu cérebro precisa estar acordado e funcionando, BEM, diga-se de passagem.
Esses rituais acontecem todas as manhãs, mas a situação se agrava nas segundas.
Pois bem, aqui num tem paciente mas tem inglês né, e eu percebi que demoro um tempo maior pra ligar a tecla SAP e funcionar in English. Isso significa que as primeiras pessoas que cruzo (além da minha família, claro), recebem sempre Bom dia!
Sim! Eles devem pensar que essa é a brasileira que não fala inglês, se tiverem oportunidade de me ver as 10 ou 15 talvez eu possa reparar isso, mas de supetão as 7:30h da manhã é foda.
Diante disso, hoje eu estou orgulhosa de mim mesma, porque ao cruzar com o único brasileiro da sala eu disse Hello, e não bom dia, nem oi. É uma tentação, um vício, quase uma fissura, pelo menos pra mim que ainda estou nesse começo mas por hoje deu certo. Bingo!
Eu também tô aprendendo a lidar com isso e desenvolvendo técnicas pra me ajudar. A melhor é ouvir rádio regional no caminho, mas pra isso eu preciso já estar acordada, porque tenho um grave problema em querer entender tudo, então não rola colocar pra ir acordando, isso me dá uma angustia do cão. Parece que estou bêbada ou dopada se não acordei completamente.
Nesse caso é só colocar um rock, modão ou pagodão, e depois escutar o rádio daqui...aí funciona!
Tem gente que é melhor que eu, que tem o botãozinho de liga e desliga, mas eu não sou dessas.
O marido mesmo, acorda super ligado, eu fico de cara pensando onde aperta.
Tanto pra ligar, quanto pra desligar, porque tem horas que eu quero que ele fique em silêncio, imóvel...
Quem é mãe já falou isso provavelmente centenas de vezes, eu sigo repetindo aqui (leia em voz suave, baixinha): shiuuu vem cá, fica quietinho, vamos escutar a batida do coração.
Com crianças (pequenas), cola. Já com maridos...se tiverem alguma boa técnica me avisem.
Mas verdade seja dita, preciso reconhecer que o meu melhorou anos luz sobre isso, hoje curte enrolar mais na cama e o levantar nos fim de semana acontece de comum acordo, mas nem sempre foi assim.
Como cantou Renato Russo, "Quem acredita sempre alcança..."
Tudo isso pode parecer bobagem ou frescura, mas é uma grande sacada na vida descobrirmos sobre nosso funcionamento, sobre nossas dificuldades, limitações ou mesmo hábitos. Algumas coisas são possíveis de mudar, principalmente se nos faz mal, mas outras só pedem ajustes em nosso dia a dia para que fique confortável para nós e para os outros.
A convivência é uma arte, e se você não conhece a si mesmo fatalmente vai fantasiar que os outros sabem de você e vai esperar que eles te deem um retorno impossível.
Essa fantasia primeiramente acontece porque quando sabemos pouco sobre algo pressupomos naturalmente que o outro sabe mais, já que sabemos nada ou quase nada.
Mas isso não se aplica a humaninhos. Temos vida privada (pensamentos ainda são privados né?!)
Tem um mundo interior construído a partir das nossas vivências, educação, cultura, relacionamentos familiares e etc. O outro jamais saberá mais de você apenas porque você mesma (o) não sabe sobre si.
Ele porcamente fará suposições com base no que você demonstra e quando acertar vai repetir. Só isso.
Além isso, essa é uma fantasia bastante infantil.
Não estou querendo dizer que alguém possa estar parado lá nessa fase, nem é pra acusar o coleguinha disso heim. Cada caso é um caso muito particular.
Mas as mães de bebês adivinham suas vontades, e na maior parte das vezes através de tentativa e erro, pelo menos na primeira vez. Nas próximas aprendemos e repetimos. Já o bebê não conhece esse caminho e supõe que como mágica a mamãe acertou, criando parte dessa aura de saber infinito que as mães inicialmente têm, o que pode ser continuamente reforçado, ou não.
Já nos relacionamentos adultos precisamos identificar nossas necessidades e trabalhar para satisfaze-las quando for possível, mesmo e especialmente quando isso envolve o outro.
Nos relacionamentos conjugais, isso perpassa um contrato, que precisa ser bem claro e estabelecido.
As palavras podem fazer parecer difícil, mas na prática é mais simples.
O que é combinado não sai caro! (Mas gente, ser humano, muda de opinião e recombina tá?!)
Deixo claro o que quero e não quero, e o outro também o faz. Na sequência ajusto o que é difícil que eu cumpra e vejo o que é difícil pra ela ou ele cumprir também.
E aí...tcham tcham tcham...fazemos negociações, ajustes, concessões, cedemos ou como popularmente se diz, engolimos sapo.
Não tem nenhum problema nisso, relacionamentos em geral envolvem muito disso, casamentos então nem se fala.
A grande questão é: quero engolir esses sapos? Estou engolindo sapos de quem eu queria? Vale a pena pra mim?
Se vale, lindo, vá em frente. Na arte de se relacionar para dar certo, o outro certamente também está fazendo isso por você.
O problema é quando ambos estão lesados, um acusando o outro. Ou ainda se a resposta foi que não vale a pena, pode estar havendo concessão unilateral. Quando um só cede.
Normalmente isso é fruto de falta de comunicação, comunicação não clara e a presença daquela fantasia infantil sobre o outro saber o que eu quero e não fazer de propósito.
Relembrando... repita comigo: o outro não é mamãe, não tem como nem porquê saber o que se passa aqui dentro, então...vamos falar.
Podemos ao menos tentar.
A tarefa é simples, mas não é fácil. Tipo, rapadura é doce mas não é mole não.
(Percebi que hoje estou cheia dos ditados)
Falar sobre nós mesmos pode ser muito difícil, e se você tem dificuldade com isso comece experimentando sobre pequenas coisas, tipo o sorvete favorito ou filme. Tentando fazer escolhas juntos ou mesmo sozinha (o), pra depois praticar em conjunto.
Se for muito difícil para você, um terapeuta pode te ajudar, e acredite vai fazer muita, muita, muita e muita diferença na sua vida, e na do outro.
É um alivio saber o que o outro deseja, assim podemos escolher o que fazer. Podemos até escolher não satisfaze-lo mas é muito melhor do que o jogo de adivinha inútil e eterno que costuma se transformar os relacionamentos.
Saber o que a gente quer então, não em preço. Faz uma mega, super, puta diferença na nossa vida. Economizamos tempo, dinheiro, vida e desgaste.
Além disso, acho um luxo conviver em paz consigo mesmo.
Isso promove um sossego existencial que é difícil de descrever. Quem sabe numa próxima.
Na verdade hoje eu ia escrever sobre outra coisa, mas aí comecei a reclamar da saga de segunda, depois vieram os ajustes sobre como conviver bem comigo mesma e depois sobre relacionamento.
Pra quem me conhece não tem novidade nenhuma, misturo os assuntos, retomo depois, sou assim e até gosto.
Comunicar pede espontaneidade.
Hoje um pouco mais madura consigo lidar melhor com isso, mas nem sempre foi assim e nem sempre eu soube usar a espontaneidade ao meu favor, mas se começar falar disso vira outro texto, então deixa pra outro dia. Por hoje é só.
Até breve.
Muito bom
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