Raízes
Hoje é um dia muito especial, aniversário do meu pai. Também de uma grande amiga. E faz um mês que eu vim pra cá.
Sobre o niver deles, é aqueles dias que quando estamos perto só estamos perto. Isso basta, damos um abraço e passamos o dia ali. Fazendo nada.
O amor é feito desses mil nadas. Guardado nos detalhes.
Mas quando estamos longe, nossa cabeça recria essas cenas, com cores cintilantes, é a saudade, usando o material que a distância proporciona pra fazer com que possamos nos alimentar, e estar perto, de alguma forma.
Interessante justo hoje, ter caído o meu aniversário de um mês aqui e o niver deles. O niver deles proporcionou a emoção para mergulhar nesse momento.
Sou uma americana de um mês. Como se estivesse nascido dia 30/06. Abri os olhos aqui dia 01/07.
Já vim adulta, já me comunicava, mas apenas com palavras (e ainda faltam muitas rs), falta aquela malícia, aquele entendimento que nos oferece segurança e domínio, e que na medida que vamos crescendo vamos adquirindo.
Hoje cedo caminhei com o marido, logo cedo, as 9 da manhã já estava os 30º graus da doce e quente College. Suamos e por assim ser, já chorei.
Adoro uma frase que diz: "A cura de tudo é a água salgada... o suor, as lágrimas ou o mar."
Desconheço o autor mas concordo plenamente.
Vamos receber amigos em casa, fiz pudim e será um dia alegre. Vamos celebrar a vida, da maneira que nos é possível, longe de casa, mas em nossa casa também.
O nosso coração elege o lugar que vamos chamar de lar, e ele usa pra isso o modelo de conforto e acolhimento. Meus tesouros estão aqui.
Nesses trinta dias, desacelerei. Cheguei de fato. Respirei, olhei, observei. Olhei de novo. Toquei. Usando todos os meus orgãos de sentido para apreender a experiência.
Eu que me achava sabidinha, estou muito surpresa e admirada com a capacidade humana de aprender.
Desde coisas mais complexas como dirigir até comer uma simples pizza.
No transito, eles tem regras distintas e que funcionam magnificamente bem (é um dos momentos que eu penso que esse povo sabe das coisas), como por exemplo, conversão à direita sempre possível, mesmo com o sinal vermelho, é só olhar a via e se estiver livre ir.
Já a pizza, foi uma queimada forte no céu da boca pra aprender a comer. Aqui tem uma camada generosa de molho embaixo do queijo, pronta e preparada para derreter o céu da boca dos gulosos de plantão hahah.
Deve ter uma lição oculta ali, pra doutrinar os gulosos e ansiosos pela comida. Foi uma vez só, já aprendi.
Tantas palavras, cheiros, sensações, lugares, gostos e hábitos novos e que aos poucos vão se tornando meus, e eu vou me tornando desse outro lugar.
Uma amiga recentemente usou a expressão, cresci em volta de mim mesma.
Eu não gosto muito dessa expressão, me remete a ter crescido dos lados, e pra quem está de dieta e pegando firme nos exercícios até dói o ouvido rs. Sugeri a ela pensar que estamos engrossando nossas raízes, nos conectando com o centro da terra, e com nós mesmas.
Num aprofundamento duplo, por dentro e pra fora. De fora pra dentro. De dentro pra fora.
Como uma árvore, que foi retirada do seu lugar com uma porção grande de terra em volta, e que recolocada em um novo espaço expande aos poucos suas raízes, utilizando muito da sua seiva interna já existente para explorar novos espaços e aproveitar.
Balançar os galhos ao vento, dar sombra e aproveitar esses momentos, até que venha o florir.
Coincidência, ressonância ou sincronismo, apaixonei por um quadrinho que agora faz parte da decoração daqui de casa.
Não, não me esqueço.
Das minhas raízes representadas por pessoas, da minha família e lugar.
Nem tampouco das minhas raízes profundidade, conexão com o planeta, com minha natureza e raízes de mim mesma.
O tom ficou de nostalgia, mas também tem muita alegria, muito vigor e muita vontade de viver tudo isso.
Muita excitação e surpresa nas descobertas, e sobretudo muito amor. Aqui e ali, lá e acola.
Amor que se fortalece, expande e nutri, sempre.
E como diz o Oswaldo da minha baby: "Porque metade de mim é amor, e a outra também."
E esse amor sempre continua e dá força para continuar.
Que assim seja, assim é e assim será.
Sobre o niver deles, é aqueles dias que quando estamos perto só estamos perto. Isso basta, damos um abraço e passamos o dia ali. Fazendo nada.
O amor é feito desses mil nadas. Guardado nos detalhes.
Mas quando estamos longe, nossa cabeça recria essas cenas, com cores cintilantes, é a saudade, usando o material que a distância proporciona pra fazer com que possamos nos alimentar, e estar perto, de alguma forma.
Interessante justo hoje, ter caído o meu aniversário de um mês aqui e o niver deles. O niver deles proporcionou a emoção para mergulhar nesse momento.
Sou uma americana de um mês. Como se estivesse nascido dia 30/06. Abri os olhos aqui dia 01/07.
Já vim adulta, já me comunicava, mas apenas com palavras (e ainda faltam muitas rs), falta aquela malícia, aquele entendimento que nos oferece segurança e domínio, e que na medida que vamos crescendo vamos adquirindo.
Hoje cedo caminhei com o marido, logo cedo, as 9 da manhã já estava os 30º graus da doce e quente College. Suamos e por assim ser, já chorei.
Adoro uma frase que diz: "A cura de tudo é a água salgada... o suor, as lágrimas ou o mar."
Desconheço o autor mas concordo plenamente.
Vamos receber amigos em casa, fiz pudim e será um dia alegre. Vamos celebrar a vida, da maneira que nos é possível, longe de casa, mas em nossa casa também.
O nosso coração elege o lugar que vamos chamar de lar, e ele usa pra isso o modelo de conforto e acolhimento. Meus tesouros estão aqui.
Nesses trinta dias, desacelerei. Cheguei de fato. Respirei, olhei, observei. Olhei de novo. Toquei. Usando todos os meus orgãos de sentido para apreender a experiência.
Eu que me achava sabidinha, estou muito surpresa e admirada com a capacidade humana de aprender.
Desde coisas mais complexas como dirigir até comer uma simples pizza.
No transito, eles tem regras distintas e que funcionam magnificamente bem (é um dos momentos que eu penso que esse povo sabe das coisas), como por exemplo, conversão à direita sempre possível, mesmo com o sinal vermelho, é só olhar a via e se estiver livre ir.
Já a pizza, foi uma queimada forte no céu da boca pra aprender a comer. Aqui tem uma camada generosa de molho embaixo do queijo, pronta e preparada para derreter o céu da boca dos gulosos de plantão hahah.
Deve ter uma lição oculta ali, pra doutrinar os gulosos e ansiosos pela comida. Foi uma vez só, já aprendi.
Tantas palavras, cheiros, sensações, lugares, gostos e hábitos novos e que aos poucos vão se tornando meus, e eu vou me tornando desse outro lugar.
Uma amiga recentemente usou a expressão, cresci em volta de mim mesma.
Eu não gosto muito dessa expressão, me remete a ter crescido dos lados, e pra quem está de dieta e pegando firme nos exercícios até dói o ouvido rs. Sugeri a ela pensar que estamos engrossando nossas raízes, nos conectando com o centro da terra, e com nós mesmas.
Num aprofundamento duplo, por dentro e pra fora. De fora pra dentro. De dentro pra fora.
Como uma árvore, que foi retirada do seu lugar com uma porção grande de terra em volta, e que recolocada em um novo espaço expande aos poucos suas raízes, utilizando muito da sua seiva interna já existente para explorar novos espaços e aproveitar.
Balançar os galhos ao vento, dar sombra e aproveitar esses momentos, até que venha o florir.
Coincidência, ressonância ou sincronismo, apaixonei por um quadrinho que agora faz parte da decoração daqui de casa.
Não, não me esqueço.
Das minhas raízes representadas por pessoas, da minha família e lugar.
Nem tampouco das minhas raízes profundidade, conexão com o planeta, com minha natureza e raízes de mim mesma.
O tom ficou de nostalgia, mas também tem muita alegria, muito vigor e muita vontade de viver tudo isso.
Muita excitação e surpresa nas descobertas, e sobretudo muito amor. Aqui e ali, lá e acola.
Amor que se fortalece, expande e nutri, sempre.
E como diz o Oswaldo da minha baby: "Porque metade de mim é amor, e a outra também."
E esse amor sempre continua e dá força para continuar.
Que assim seja, assim é e assim será.

Aniversário do meu pai...
ResponderExcluirAmei, especialmente, a coisa da água salgada como cura para tudo. Tenho chorado muito e este "canto da Mari"... chegou a minha vida na hora certa. Tinha que ser!
ResponderExcluirQue texto lindo, me emocionei!! 😘😘
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